Após um ano da implantação do programa de Acolhimento com Classificação de Risco é possível identificar que a maioria dos atendimentos realizados em adultos no Pronto Socorro da Santa Casa não são casos de urgência ou emergência.
O Acolhimento com Classificação de Risco é um processo dinâmico, que busca a identificação dos sintomas dos pacientes que procuram o Pronto Socorro, apontando a necessidade de atendimento de acordo com grau de sofrimento e gravidade. Para isso, é utilizado um sistema de cores.
A cor vermelha indica risco altíssimo, com necessidade de atendimento imediato (emergência). A cor amarela significa urgência, e demanda atendimento rápido. Já o verde indica casos de menor urgência, que podem aguardar atendimento. A cor azul identifica pacientes sem urgência, e que podem ser atendidos em Unidades Básicas de Saúde.
Durante o Acolhimento de Risco, a equipe de Enfermagem, que foi treinada e preparada para a prática, orienta os pacientes classificados com a cor azul a se dirigirem ao Pronto Atendimento, que fica em frente à Santa Casa. Dessa forma, houve uma redução de casos não graves atendidos no Pronto Socorro, o que resultou na diminuição da fila e do tempo de espera dos pacientes graves.
Para se ter uma idéia, no período de janeiro a dezembro de 2010 foram atendidos no Pronto Socorro 115.379 pacientes. Desse total, 48,04% foram crianças e gestantes (que não passaram pelo Acolhimento com Classificação Risco) e 51,96% dos atendimentos foram em adultos. O Acolhimento com Classificação de Risco realizado nesses adultos identifica uma grande demanda de casos não graves (azul e verde).
Esses dados mostram que o Pronto Socorro está com uma circulação desordenada de usuários.
“Embora já tenha havido redução no atendimento de casos ambulatoriais no Pronto Socorro, os índices ainda são altos. Os dados mostram que a grande maioria dos pacientes adultos que procuram o Pronto Socorro deveriam, na verdade, procurar as Unidades Básicas de Saúde. Isso reflete diretamente no tempo de espera para o atendimento”, explica o superintende da Santa Casa, Aristeu de Almeida Camargo Filho.
Assessoria de Comunicação da Santa Casa de Misericórdia de Itapeva
Jornalista Responsável: Claudia de La Rua - MTB 34.796





