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Santa Casa de Itapeva completa 122 anos hoje, 10 de junho

A todos aqueles que contribuíram para a construção, manutenção e modernização para que a nossa Santa Casa se tornasse o que é hoje, uma referência em saúde para a região sudoeste paulista, nossa ETERNA GRATIDÃO.

Esses sólidos pilares foram construídos com base em muito amor, dedicação e luta de todos os colaboradores que fazem parte desses 122 anos de história, de todos os provedores que por ali passaram, sua diretoria, corpo clínico, equipes administrativas e assistenciais. São vocês que CONSTROEM a Santa Casa todos os dias.

Convidamos a todos para que façam suas orações, neste dia 10 de junho, vibrando amor e sabedoria para que essa lamentável situação pandêmica seja conduzida da melhor forma, sobretudo para a recuperação de todos os enfermos que aqui se encontram. Amém.

CLÍNICA DE ESPECIALIDADES MÉDICAS DA SANTA CASA AGORA CONTA COM PNEUMOLOGIA PEDIÁTRICA

A nova especialidade já está disponível para agendamento de consultas.
A clínica atende diversos convênios e também consultas particulares.

A médica Itapevense, Dra. Laura Nicoletti Loureiro, que atualmente reside em São Paulo, cidade que escolheu para fazer a graduação em medicina e posteriormente a residência médica, retorna a Itapeva para atender na Clínica de Especialidades Médicas da Santa Casa, onde vai atuar como pneumopediatra.

Dra. Laura fez graduação em medicina no Centro Universitário São Camilo e residência médica em Pediatria no Hospital Israelita Albert Einstein e Pneumologia Pediátrica na Universidade de São Paulo (USP). Atualmente trabalha como pneumologista pediátrica em uma unidade do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) e também em consultório particular, onde atende como pediatra, além de atuar como pneumologista pediátrica como assistente da equipe do Dr. Joaquim Carlos Rodrigues, seu professor no Einstein e na USP; e no Hospital Mboi Mirim, um hospital público que é administrado pelo Einstein.

Segundo a médica, “a pneumologia pediátrica é uma subespecialidade da pediatria, que cuida do diagnóstico, tratamento e da prevenção das doenças respiratórias que acometem crianças e adolescentes. Além disso, faz o acompanhamento de outras doenças que afetam outros órgãos, mas que também tem repercussões respiratórias”, explica.
Principais doenças que acometem o sistema respiratório:
– Asma;
– Bronquiolite viral aguda;
– Síndrome do bebê chiador;
– Displasia broncopulmonar;
– Fibrose cística;
– Bronquiolite obliterante e sequelas das infecções virais;
– Bronquiectasias;
– Pneumonias agudas;
– Rinite alérgica;
– Tosse crônica;
– Tuberculose pulmonar.

“Estou empolgada em poder atender pacientes na minha cidade natal. Na Clínica de Especialidades médicas será possível resolver a grande maioria dos casos, devido a complexidade dos exames diagnósticos disponíveis no Hospital. Porém, a avaliação de cada caso é individualizada e após uma avaliação completa o melhor tratamento será instituído”, complementa.

A agenda da Dra. Laura Dra. Laura Nicoletti Loureiro está disponível para agendamento de consultas na Clínica de Especialidades Médicas da Santa Casa, na especialidade pneumopedriatria. Informações através do whatsAPP 15 99796-8117. Atende diversos convênios e também consulta particular.

Santa Casa de Itapeva se une aos Filantrópicos e concretiza primeira importação do kit intubação

Em operação inédita, Santas Casas e hospitais filantrópicos se unem em importação coletiva de
sedativos e medicamentos do chamado kit intubação para assegurar o atendimento aos
pacientes.

A primeira importação, realizada com a coordenação da Confederação das Santas Casas e
Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), se concretizou nesta sexta-feira (16), assegurando
ao menos 30 dias de estoques para 94 instituições. Serão 320 mil itens divididos entre
Propofol, Atracúrio e Rocurônio, oriundos da Índia.

O presidente da CMB, Mirocles Véras, esclarece que os esforços continuam e que a
expectativa é auxiliar os 1.824 filantrópicos que completam a maior rede hospitalar do Sistema
Único de Saúde (SUS).

“A primeira importação só contempla 94 hospitais, especialmente as instituições com maior
escassez, em regiões onde os índices de internação continuam altos, mas é apenas um fôlego
inicial. A importação leva até 20 dias para o real abastecimento dos hospitais, que até lá
continuam seus esforços diários junto à indústria nacional e até mesmo compartilhamento
regional para que não falte, e durante esse período também seguimos com novos acordos e
contratos para contemplar mais instituições e maior volume. As negociações com a Grécia
também estão adiantadas e a Anvisa se comprometeu a auxiliar para que nada atrase o
recebimento e efetiva distribuição na chegada ao Brasil”, ressalta Véras.

A iniciativa foi atender um pleito do setor que enfrenta grave desabastecimento e não
encontrou soluções junto aos fornecedores habituais. “É a primeira compra coletiva e
importação conjunta do setor, a gravidade da situação nos fez buscar soluções possíveis e
contamos com o apoio de empresas parceiras sensibilizadas com o cenário. A maior força que
temos é a união do setor e nessa oportunidade não será diferente, encontramos uma solução
porque nos mobilizamos em grupo. Precisamos de um volume muito maior, já que a produção
nacional não atende na velocidade do consumo, mas no exterior a oferta também é mínima e
teremos que batalhar para assegurar nossa fatia no mercado internacional. As providências
são urgentes e estamos atuando em várias frentes para amenizar o sofrimento dos
administradores hospitalares, profissionais de saúde e pacientes que convivem com a
incerteza do abastecimento adequado”, conclui o presidente da CMB.

Essa foi uma das soluções encontradas pela Santa Casa de Itapeva para enfrentar essa situação com a falta de medicação, que é, de fato, extremamente crítica e somente ocorrerá estabilização com a diminuição das internações dos pacientes. Por isso, é muito importante que a população mantenha os devidos cuidados, evitando a propagação do vírus, na tentativa de se manter a estabilidade da ocupação hospitalar e, consequentemente, das medicações cada vez mais raras.

NOTA DE ESCLARECIMENTO – 25/03/21

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A propósito dos últimos acontecimentos divulgados na mídia e redes sociais nos últimos dias, a Santa Casa de Misericórdia de Itapeva vem a público esclarecer o seguinte:

A Santa Casa é uma Instituição Filantrópica sem finalidade lucrativa, constituída há mais de 120 anos por uma irmandade de cidadãos itapevenses que atuam voluntariamente, sem remuneração. Apenas quem recebe remuneração é a Diretoria Técnica, que tem salários compatíveis às funções exercidas.
O Hospital não tem qualquer tipo de interesse político, e, por isso, não tem intenção de interferir ou rivalizar com os gestores municipais. Queremos trabalhar juntos para resolver os problemas da saúde de nossa população.
Como entidade privada, que não dispõe de orçamento próprio, mas que dedica 89% de suas atividades ao SUS, a Santa Casa depende do repasse de recursos para custeio, ou seja, verbas federais e estaduais, e, em menor parte, municipais.

De acordo com a Constituição, a obrigação de manter serviços de urgência e emergência (Pronto Socorro) é municipal. E, como já apresentado em planilhas, as verbas atuais não são suficientes para custear os serviços 24 horas por dia, 7 dias por semana, e não abrangem, por exemplo, os pagamentos de plantões médicos.
Todas essas contas relativas aos repasses municipais sempre foram aprovadas por auditorias e até pelo próprio Tribunal de Contas. Os convênios estabelecem quais são os documentos que devem ser entregues ao Município, e a Santa Casa sempre cumpriu esse compromisso, não sabendo o motivo pelo qual algumas pessoas, sem conhecer como funcionam os convênios, afirmam que o Hospital não presta contas.

No entanto, os gastos se elevaram, seja pela correção dos valores, seja pelo acréscimo de novos plantões que a Santa Casa teve de implementar para conseguir dar conta do aumento do volume de atendimentos. Isso fez com que, hoje, o valor desse repasse municipal corresponda a menos de 50% dos gastos com plantões. Foi por isso que a Santa Casa pediu a revisão dos valores dos repasses. Apenas isso. Não se discute nada além de um equilíbrio no auxílio destinado a financiar esses custos, que já foram comprovados com vários documentos.

A defasagem do SUS também é compensada, ainda que parcialmente, com as receitas que a Santa Casa obtém com atendimentos particulares e de planos de saúde. Portanto, não são os recursos públicos que custeiam serviços para os clientes de convênios e planos, mas sim o que sobra de lucro da prestação desses atendimentos é que cobrem o déficit do SUS. Sem essa receita de serviços particulares, a situação seria certamente muito mais crítica!
Por fim, quanto aos leitos para a COVID-19, a Santa Casa sempre se antecipou para criar esses leitos antes de qualquer medida da Prefeitura. Foi da Santa Casa a iniciativa de criar os 46 leitos atuais, destinados exclusivamente ao tratamento dos pacientes suspeitos e confirmados da doença.

Entretanto, temos de ser responsáveis, pois toda adaptação tem de ser feita para que se garanta a segurança dos demais pacientes e colaboradores, já que é preciso estabelecer fluxos sanitários de isolamento, dentro de critérios técnicos. Se isso não for respeitado, corre-se o risco de que tenhamos um foco de transmissão dentro do Hospital, que, tem de continuar aberto para atender pacientes de outros casos. Imaginem a catástrofe que seria se, por falta desses cuidados, o vírus circulasse em outras alas de internação?!

Enfim, queremos tranquilizar a população, pois em nenhum momento pensamos em paralisar a assistência. Confiamos na manutenção do diálogo com o Município, e, há meses, já colocamos as contas à disposição para uma auditoria especializada, para elucidar qualquer tipo de dúvida. Esperamos, porém, que possamos prosseguir, cada qual na sua função, visando sempre nosso objetivo maior, que é a assistência digna à população de nossa região.
Contamos com a compreensão e colaboração de todos.

Itapeva, 25 de março de 2021
Diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Itapeva

Nota de Esclarecimento sobre reunião realizada com a Câmara Municipal

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Considerando as mensagens tendenciosas que vêm sendo impulsionadas na mídia e em redes sociais a respeito da Santa Casa de Itapeva, esclarecemos o seguinte.

A SANTA CASA É UMA ENTIDADE PÚBLICA? QUAIS SUAS RECEITAS?

A Santa Casa de Itapeva consiste de uma entidade filantrópica privada, que, apesar de não ter finalidade lucrativa, depende das receitas que recebe para prestar um atendimento de saúde digno à população de nossa região. Assim, por não ser uma gestora pública com orçamento próprio, e por dedicar quase 85% de sua atividade assistencial ao SUS (muito além do mínimo dos 60% exigido pela Lei), é essencial que os convênios formalizados com os gestores possibilitem um equilíbrio econômico-financeiro entre suas receitas e despesas, sob pena de inviabilizar a própria sobrevida da Entidade.

Como todos sabem, os recursos federais previstos na Tabela SUS remuneram apenas os gastos assistenciais, ou seja, aquilo que efetivamente se atendeu, e, ainda assim, essa remuneração corresponde, em média, a 60% dos respectivos custos. Todo o restante – 40% dos gastos assistenciais, além dos valores correspondentes ao custo operacional fixo (como pagamentos de plantões médicos e manutenções prediais e de equipamentos, por exemplo) – tem de ser complementado com outras fontes.

MAS ESSAS OUTRAS FONTES DE RECEITA SÃO SUFICIENTES? E OS DEMAIS MUNICÍPIOS, POR QUE NÃO SÃO COBRADOS?

Todos sabemos que um Hospital funciona ininterruptamente, com disponibilidade para ser acionado a qualquer momento, mesmo quando não esteja prestando atendimento. Além disso, um Hospital precisa sempre buscar a incorporação de novas tecnologias, e o incremento e qualificação de seus colaboradores. Tudo isso tem um custo elevado, que se soma à já mencionada defasagem da Tabela SUS. Mesmo com os auxílios financeiros dos demais gestores – federal e estadual -, com emendas parlamentares, doações e receitas de serviços privados executados pela Instituição – integralmente revertidas para essa atividade filantrópica -, isso não é suficiente para alcançar o equilíbrio financeiro, sendo necessária a complementação pelo gestor municipal.

Sendo o Município de Itapeva habilitado como gestor pleno do SUS, a Santa Casa de Itapeva tem de se reportar a ele, seguindo o conceito de comando único próprio do sistema adotado em nosso País. Ou seja, não pode a Entidade buscar recursos de gestores de outros municípios, apesar de muitas vezes ter adotado (sem sucesso) iniciativas nesse sentido, dada a penúria que enfrenta com os parcos recursos que lhe são destinados.

O gestor de Itapeva, porém, tem mecanismos para ratear com os demais gestores esses custos, seguindo as regras do SUS.

ENFIM, HÁ ALGUM COMPLEMENTO DO MUNICÍPIO DE ITAPEVA? A APLICAÇÃO DOS RECURSOS É VERIFICADA?

Reconhecendo essa grande defasagem, há décadas, o próprio Município de Itapeva – inclusive sob comando do atual Prefeito e de seu Secretário de Saúde (este, também como secretário de outros prefeitos) – vem destinando à Santa Casa de Itapeva, por meio de convênios, um auxílio financeiro complementar, que tem se destinado ao custeio – ainda que parcial – dos valores dos plantões médicos. Esses convênios sempre foram autorizados e aprovados, seja pelos gestores, seja pela Câmara de Vereadores, diante da demonstração da efetiva necessidade do complemento para a manutenção dos serviços assistenciais.

Suas contas, de igual forma, sempre foram apresentadas com absoluta transparência, sendo auditadas e aprovadas pelos gestores em seus três níveis – federal, estadual e municipal -, e pelo Tribunal de Contas. Nunca houve qualquer tipo de rejeição de contas em todos estes anos, inclusive

com auditorias sempre confirmando a necessidade do repasse complementar – mantido, reitere-se, há décadas. E não tem sido diferente com o atual Prefeito, pois a Santa Casa de Itapeva teve suas contas aprovadas por esse gestor municipal.

É importante destacar que todos os dados estão disponíveis para consulta pública de qualquer interessado, inclusive nos sites do governo federal, especialmente o DATASUS.

É ASSIM QUE FUNCIONA EM OUTROS MUNICÍPIOS?

Devemos ressaltar que essa não é uma peculiaridade de Itapeva. Todas as entidades filantrópicas da saúde que se dedicam a atendimento hospitalar recebem essa complementação dos respectivos gestores, dada a notória defasagem da Tabela SUS, amplamente divulgada na mídia. Aliás, as próprias Santas Casas citadas pelo Prefeito Municipal recebem, sim, repasses complementares dos seus gestores.

A própria Santa Casa de Sorocaba, muito citada pelo Prefeito Municipal, recebe repasses mensais de fonte municipal que superam os R$ 5 milhões mensais! A Santa Casa de Itapeva vinha recebendo, como complemento municipal, apenas R$ 546 mil mensais, desde 2017, mas o atual governo ainda não se posicionou sobre esse assunto, apesar de a convênio ter se expirado no último domingo, 28/02.

ESSE VALOR É SUFICIENTE PARA COBRIR A DEFASAGEM?

No final do ano de 2020, diante de um repasse complementar notoriamente defasado – que, lembremos, se mantem no mesmo valor desde 2017 -, a Entidade pleiteou a respectiva revisão, demonstrando documentalmente o vultoso e milionário déficit que vem se acumulando mensalmente nas contas da Instituição, especialmente com as agruras causadas pela pandemia – para a qual não foram medidos esforços por todos os colaboradores.

A pedido do Município, a Santa Casa de Itapeva apresentou novamente todos os documentos que são apresentados mensalmente, inclusive contratos com equipes médicas, faturas e escalas que comprovam os gastos. Tudo o que foi solicitado foi entregue ao Município, porém, até o momento, não houve qualquer tipo de resposta em relação a essa análise.

Assim, nos causou surpresa a constatação de que, além de não analisar as contas e documentos que já estão em seu poder, o gestor municipal decidiu simplesmente interromper praticamente todos os repasses que vinha fazendo em caráter complementar à Santa Casa de Itapeva!

ENTÃO NÃO HAVERÁ MAIS COMPLEMENTO DO MUNICÍPIO?

Apesar de ser notória a necessidade desse complemento municipal, conforme prática que é adotada em todas as demais Instituições Hospitalares Filantrópicas, a Santa Casa de Itapeva está ameaçada, não somente de não ter a equalização de seu valor, como de ter todo esse recurso retirado! Até o momento, como se disse, não houve qualquer pronunciamento do gestor municipal sobre isso.

Pela proposta que foi apresentada pelo atual gestor, os recursos para custear toda a assistência se limitarão àqueles valores que são repassados pelos gestores federal e estadual, sendo praticamente inexistente os repasses do Município, pois sua intenção é de destinar um valor de tão somente R$ 32 mil para a Instituição.

Nem mesmo para enfrentamento da COVID-19 há previsão de repasse, apesar de o Município ter recebido, do Ministério da Saúde, aproximadamente R$ 20 milhões para esse exclusivo propósito, e de ter repassado, à Santa Casa de Itapeva, uma quantia aproximada de apenas R$ 5 milhões! Ou seja, diferentemente da narrativa adotada, o Município está propondo praticamente interromper seu financiamento à saúde hospitalar da região de Itapeva.

MAS E AS CIRURGIAS ELETIVAS? POR QUE NÃO SÃO REALIZADAS?

Em relação às cirurgias, é importante ressaltar que, nas salas cirúrgicas em funcionamento e habilitadas para o SUS, a Santa Casa de Itapeva vinha realizando uma média de quase 300 cirurgias por mês até o advento da pandemia, mesmo com a defasagem de custeio e com a operação no limite dos tetos estabelecidos em contratualização.

Só de cirurgias eletivas, excluindo as oncológicas, foram realizadas, no período de janeiro de 2019 a fevereiro de 2020, um total de 621 cirurgias, o que corresponde a uma média superior a 44 cirurgias eletivas por mês.

Voltando a citar a Santa Casa de Sorocaba, mencionada pelo Prefeito, a contratualização daquela Instituição contempla um número de 32 cirurgias eletivas por mês.

Com todo o respeito, não é possível se falar em incremento desses números, sem que, antes, se equalize o financiamento do serviço. Não é possível pensar somente em cirurgias não urgentes (cirurgias eletivas), enquanto se está inviabilizando o atendimento daqueles que são premidos por atendimento de urgência e emergência em um acidente, por exemplo.

Não é demais lembrar que toda a regulação e controle do fluxo de cirurgias eletivas é inerente à gestão do próprio Município, não sendo de responsabilidade da Instituição, portanto, eventuais demoras para sua realização junto à rede credenciada.

E OS PLANTÕES MÉDICOS?

Quanto às escalas de plantões, de fato, pela limitação desse financiamento, a Santa Casa de Itapeva acaba tendo de trabalhar com um número bastante reduzido de profissionais em sua equipe. Por conta disso, quando há algum evento imprevisto, muitas vezes um mesmo profissional acaba tendo de se desdobrar para assumir escalas de outros, concomitante ou sucessivamente, atendendo uma demanda que corresponde ao dobro ou ao triplo da meta inicialmente planejada, em um esforço sobre-humano.

Essa situação excepcional acabou tornando-se bastante evidente com a pandemia, que, em muitos momentos, causou desfalque importante das equipes médicas. Situações catastróficas foram evitadas exatamente pela abnegação de muitos profissionais que pessoalmente assumiram as escalas em aberto, usando toda sua capacidade pessoal de trabalho, até os limites da exaustão!

Essa realidade acaba por confirmar a necessidade de que os custos sejam equalizados, não somente para possibilitar a contratação de mais colaboradores, evitando a sobrecarga dos atuais profissionais com a assunção eventual de outros plantões, como também para possibilitar que se incremente o número de cirurgias eletivas e se possa agregar novas especialidades.

Porém, até o momento, não há resposta sobre todas as contas e documentos apresentados. Nenhuma!

ESSA SITUAÇÃO NUNCA FOI FISCALIZADA?

Repetimos que tudo sempre foi devidamente justificado, fiscalizado e comprovado, por inúmeros órgãos controladores.

Considerando a afirmação de que a complementação de recursos pelo Município é desnecessária, fica a indagação: será que todos os vereadores, prefeitos, secretários, ministros, conselheiros de contas e demais autoridades envolvidas na aprovação e análise dos convênios que vêm sendo formalizados há décadas – inclusive o atual prefeito e seu secretário de saúde – agiram, todos, de forma irregular?

Como se disse, a Santa Casa de Itapeva tem suas contas auditadas e analisadas em várias esferas, seja pelos gestores (federal, estadual e municipal), seja pelos diversos órgãos de controle (TCE e ANS). Portanto, não temos nenhum problema em relação à transparência das contas, que estão à disposição para qualquer auditoria. Como se disse, elas já estão há muitos meses sob análise do gestor municipal que, até o momento, não tem nenhuma resposta conclusiva, não havendo levantado sequer indícios que possam justificar as acusações infundadas que vêm sendo disseminadas.

COMO FICARÁ A SITUAÇÃO DA SANTA CASA DE ITAPEVA?

Diante da indefinição do Município, deixamos duas últimas indagações:

– Como ficará o atendimento ao SUS, se o gestor municipal, apesar de não analisar as contas que já lhe foram prestadas de forma exaustiva, não renovou os convênios vencidos no último dia 28/02, que possibilitavam à Santa Casa de Itapeva prestar o atendimento a todos os usuários, como é feito com todos os demais hospitais filantrópicos?

– Se, ao finalizar essa análise, o gestor – ou qualquer outro órgão assim incumbido – confirmar que a defasagem é milionária como vem sendo demonstrado pela Santa Casa de Itapeva, haverá cumprimento ao compromisso assumido expressamente pelo Prefeito e seu Secretário, de se pagar todo o valor necessário?!

Por fim, destacamos que os dirigentes da Santa Casa de Itapeva nunca pretenderam qualquer tipo de embate com autoridades públicas, pois a Irmandade tem atuação apolítica. Não pretendemos responder a ofensas pessoais e injuriosas que foram feitas, pois, para tanto, há a esfera apropriada.

Esperamos, porém, que a serenidade e a harmonia sejam restabelecidas, e que atitudes desairosas como as presenciadas não se repitam, pois quem sai prejudicada com esse tipo de manobra diversionista é a própria população, a quem a Santa Casa de Itapeva sempre dedicou sua atenção, há mais de 120 anos!

Esperamos contar com a compreensão de todos.
Diretoria da Santa Casa de Misericórdia de Itapeva

Governador de SP corta verba de Santas Casas

O Diário Oficial publicou resolução que reduz em 12% os recursos dos Programas Pró-Santas Casas e Santas Casas SUStentáveis.

A redução representa cerca de R$ 80 milhões ao ano para as 180 entidades do estado. Tal medida afeta diretamente recursos essenciais para os hospitais, que são responsáveis por mais de 50% do atendimento do SUS, especialmente no interior do estado, onde os equipamentos de saúde são referência para a alta complexidade e tratamento da Covid-19.

As Santas Casas e hospitais filantrópicos precisam da nossa ajuda. Divulgue essa campanha! #doriacontraosus #fehosp #santascasasehospitaisfilantropicos

Santa Casa faz campanha para que o tema “doação de órgãos” seja debatido entre familiares

O Hospital faz captação de todos os órgãos e tecidos, quando autorizada a doação pela família. Ação faz parte do Setembro Verde.

Em setembro comemoramos o mês da Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, o chamado “Setembro Verde”. O objetivo principal é incentivar que as pessoas se conscientizem sobre a importância da doação de órgãos, promovendo esse debate nas famílias e manifestando o seu desejo em vida.

A Santa Casa de Itapeva faz a captação de todos os órgãos e tecidos. No entanto, a Comissão Intra-Hospitalar de Transplante (CIHT) equipe que, além de outras funções é responsável por conversar com a família do potencial doador, tem encontrado entre as principais dificuldades, a falta de informação sobre o desejo do familiar em ser ou não doador. “As famílias não conversam sobre a morte, e muito menos sobre a doação de órgãos. Isso torna o processo mais complicado. O principal relato das famílias é de que não sabiam qual era o desejo do seu ente querido”, relata a médica intensivista Dra. Valeria Moreira, coordenadora da CIHT.

“Para ser doador de órgãos é muito importante que a pessoa manifeste o desejo de doar seus órgãos em vida e comunique isso aos seus familiares, pois para existir a doação é necessário que os familiares consintam”, completa.

A seguir, tire algumas dúvidas sobre doação de órgãos, com informações da Central Nacional de Transplantes:

1. Como posso ser doador?
No Brasil, para ser doador de órgãos e tecidos, não é necessário deixar nada por escrito. Basta avisar sua família, dizendo: “Quero ser doador de órgãos”. A doação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar documentada. Quando a pessoa não avisa, a família fica em dúvida.

2. Doador vivo:
É qualquer pessoa saudável que concorde com a doação de rim ou medula óssea e, ocasionalmente, com o transplante de parte do fígado ou do pulmão, para um de seus familiares. Para doadores não parentes, há necessidade de autorização judicial,
aprovação da Comissão de Ética do hospital transplantador e da CNCDO, assim como de
comunicação ao Ministério Público.

3. Doador falecido:
É um paciente internado em unidade de terapia intensiva (UTI) com morte encefálica, em geral depois de traumatismo craniano (TCE) ou derrame cerebral (AVC). A retirada dos órgãos e tecidos é realizada no centro cirúrgico do hospital e segue toda a rotina das grandes cirurgias. A retirada de córnea pode ser realizada até seis horas após a parada cardíaca.

4. Quais órgãos podem ser doados por um doador falecido?
Rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e também tecidos, como córneas, pele e ossos, sempre após a autorização dos familiares.

5. Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?
O diagnóstico de morte encefálica faz parte da legislação nacional e do Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente e fazem o diagnóstico
clínico de morte encefálica. Um exame gráfico, como ultrassom com Doppler ou arteriografia
e eletroencefalograma (EEG), é realizado para comprovar que o encéfalo já não funciona.

6. Para quem vão os órgãos e tecidos?
Os órgãos são transplantados para os primeiros pacientes compatíveis que estão aguardando em lista única da central de transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado. Esse processo, além de justo, é controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes e supervisionado pelo Ministério Público.

INFORMAÇÕES SOBRE
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS:
Disque Saúde: 0800 61 1997
Central Nacional de Transplantes: 0800 6646 445
ABTO: (11) 3283-1753 / 3262-3353