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Santa Casa faz campanha para que o tema “doação de órgãos” seja debatido entre familiares

Santa Casa faz campanha para que o tema “doação de órgãos” seja debatido entre familiares

O Hospital faz captação de todos os órgãos e tecidos, quando autorizada a doação pela família. Ação faz parte do Setembro Verde.

Em setembro comemoramos o mês da Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante, o chamado “Setembro Verde”. O objetivo principal é incentivar que as pessoas se conscientizem sobre a importância da doação de órgãos, promovendo esse debate nas famílias e manifestando o seu desejo em vida.

A Santa Casa de Itapeva faz a captação de todos os órgãos e tecidos. No entanto, a Comissão Intra-Hospitalar de Transplante (CIHT) equipe que, além de outras funções é responsável por conversar com a família do potencial doador, tem encontrado entre as principais dificuldades, a falta de informação sobre o desejo do familiar em ser ou não doador. “As famílias não conversam sobre a morte, e muito menos sobre a doação de órgãos. Isso torna o processo mais complicado. O principal relato das famílias é de que não sabiam qual era o desejo do seu ente querido”, relata a médica intensivista Dra. Valeria Moreira, coordenadora da CIHT.

“Para ser doador de órgãos é muito importante que a pessoa manifeste o desejo de doar seus órgãos em vida e comunique isso aos seus familiares, pois para existir a doação é necessário que os familiares consintam”, completa.

A seguir, tire algumas dúvidas sobre doação de órgãos, com informações da Central Nacional de Transplantes:

1. Como posso ser doador?
No Brasil, para ser doador de órgãos e tecidos, não é necessário deixar nada por escrito. Basta avisar sua família, dizendo: “Quero ser doador de órgãos”. A doação de órgãos e tecidos só acontece após a autorização familiar documentada. Quando a pessoa não avisa, a família fica em dúvida.

2. Doador vivo:
É qualquer pessoa saudável que concorde com a doação de rim ou medula óssea e, ocasionalmente, com o transplante de parte do fígado ou do pulmão, para um de seus familiares. Para doadores não parentes, há necessidade de autorização judicial,
aprovação da Comissão de Ética do hospital transplantador e da CNCDO, assim como de
comunicação ao Ministério Público.

3. Doador falecido:
É um paciente internado em unidade de terapia intensiva (UTI) com morte encefálica, em geral depois de traumatismo craniano (TCE) ou derrame cerebral (AVC). A retirada dos órgãos e tecidos é realizada no centro cirúrgico do hospital e segue toda a rotina das grandes cirurgias. A retirada de córnea pode ser realizada até seis horas após a parada cardíaca.

4. Quais órgãos podem ser doados por um doador falecido?
Rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas e também tecidos, como córneas, pele e ossos, sempre após a autorização dos familiares.

5. Como posso ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?
O diagnóstico de morte encefálica faz parte da legislação nacional e do Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente e fazem o diagnóstico
clínico de morte encefálica. Um exame gráfico, como ultrassom com Doppler ou arteriografia
e eletroencefalograma (EEG), é realizado para comprovar que o encéfalo já não funciona.

6. Para quem vão os órgãos e tecidos?
Os órgãos são transplantados para os primeiros pacientes compatíveis que estão aguardando em lista única da central de transplantes da Secretaria de Saúde de cada Estado. Esse processo, além de justo, é controlado pelo Sistema Nacional de Transplantes e supervisionado pelo Ministério Público.

INFORMAÇÕES SOBRE
DOAÇÃO DE ÓRGÃOS E TECIDOS:
Disque Saúde: 0800 61 1997
Central Nacional de Transplantes: 0800 6646 445
ABTO: (11) 3283-1753 / 3262-3353