Por: Marize Garcia
Farmacêutica Responsável Técnica na Santa Casa de Misericódia – Itapeva/SP – CRFSP 18.032
A OMS (Organização Mundial da Saúde), estabelece que existe uso racional de medicamentos, quando o paciente recebe o medicamento apropriado para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período de tempo correto e ao menor custo possível para ele e sua comunidade.
O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos, comemorado em 05 de maio, é uma data de conscientização sobre os riscos associados ao mau uso das substâncias medicamentosas, principalmente no que se refere à automedicação.
O uso inadequado e/ou indiscriminado de medicamentos, assim como a prática da automedicação, está entre as principais causas de acidentes relacionados à fármacos. A automedicação ou uso de produtos indicados por amigos ou parentes, pode ocasionar sérios riscos à saúde, como mascaramento ou agravamento dos sintomas, possibilidade de reações adversas ou até mesmo intoxicações. Um medicamento indicado para uma pessoa pode não ser indicado para outra pessoa, mesmo que os sintomas e o problema de saúde sejam parecidos. A escolha apropriada depende do histórico de saúde de cada pessoa, questões alérgicas, idade, entre outros fatores.
A campanha é, também, uma ótima oportunidade para divulgar e reforçar informações sobre a resistência microbiana aos antimicrobianos, que ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas mudam ao longo do tempo e não respondem mais a eles, tornando as infecções mais difíceis de serem tratadas. Dessa forma, a resistência microbiana faz aumentar o risco de propagação e gravidade das doenças, com consequente aumento de mortes.
Para que haja segurança na utilização de medicamentos, é necessário que:
– Os medicamentos não sejam utilizados sem orientação de um profissional de saúde. Em caso de dúvidas, procurar o farmacêutico ou outro profissional da equipe de saúde.
– Ao utilizar algum medicamento, siga corretamente a receita, na dose prescrita, nos horários corretos, pelo tempo indicado e da forma adequada, principalmente, quando se tratar de antimicrobianos.
– Os medicamentos sejam ingeridos, preferencialmente, com água. Outros tipos de líquidos podem interferir na eficácia da medicação. Evite, também, o uso de bebidas alcóolicas durante o tratamento.
– As cápsulas não sejam abertas, os comprimidos não sejam amassados ou triturados e não seja diluído o conteúdo em água ou outro líquido sem a orientação do médico, ou outro profissional da saúde. Não deve ser misturado dois ou mais medicamentos sem a devida orientação. O uso de um medicamento pode prejudicar o efeito do outro ou causar alguma reação inesperada.
– O armazenamento dos medicamentos ocorra em locais longe da luz, da umidade, do calor e de produtos de limpeza e alimentos. Alguns devem ser guardados em temperaturas específicas, como, por exemplo, os que precisam ser armazenados em geladeira. Cuidados adicionais precisam ser tomados para mantê-los fora do alcance de crianças e animais domésticos.
– Os medicamentos vencidos ou restos de tratamentos anteriores não sejam utilizados. O descarte deve ser feito em coletores próprios, disponíveis em farmácias comerciais, municipais ou outros estabelecimentos de saúde.
Preste atenção nesses itens também:
– Exija sempre a nota fiscal da farmácia ou drogaria, guarde-a, pois ela é o comprovante se precisar registrar alguma queixa em caso de irregularidades.
– Cuidado com preços muito baixos em promoções ou liquidações. Isso pode indicar que o medicamento tem procedência duvidosa, como produtos falsificados, sem nenhuma garantia de qualidade, ou até mesmo que possa ser roubado.
– Use antibióticos apenas quando forem prescritos por um profissional de saúde.
– Nunca compartilhe sobras de antibióticos. Previna as infecções lavando as mãos regularmente, evitando o contato próximo com os doentes e mantenha as vacinas em dia.
Fontes:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Organização Mundial da Saúde
